A falta de profissionais capacitados em Libras compromete o acesso aos serviços públicos.
- goitacainforma
- 27 de jun.
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A inclusão não se resume à existência de leis. Ela depende da capacidade de transformar direitos em realidade. No Brasil, embora a Língua Brasileira de Sinais (Libras) seja reconhecida legalmente, pela Lei de Libras (Lei nº 10.436/2002) que é o marco legal que reconheceu oficialmente a Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão da comunidade surda no Brasil, milhares de pessoas surdas ainda enfrentam dificuldades para acessar serviços públicos básicos devido à falta de profissionais capacitados para se comunicarem nessa língua.
Ouvintes já enfrentam desafios de comunicação no atendimento em um hospital, em uma delegacia, em uma escola ou em um órgão público e os surdos ainda mais ao não conseguir explicar sua necessidade por falta de um idioma em comum. Essa é uma realidade vivida diariamente por muitos surdos. A ausência de servidores que dominem Libras compromete não apenas a qualidade do atendimento, mas também direitos fundamentais, como o acesso à saúde, à educação, à segurança e à Justiça.
É verdade que existem iniciativas voltadas para a acessibilidade, como intérpretes em alguns eventos e instituições, mas essas ações ainda não são suficientes para atender à demanda da população surda. Em muitos casos, o cidadão precisa depender de familiares ou acompanhantes para intermediar a comunicação, o que reduz sua autonomia e pode comprometer sua privacidade.
Investir na capacitação de profissionais em Libras não deve ser visto como um diferencial, mas como uma responsabilidade do Poder Público. Quando servidores são preparados para atender pessoas surdas, o Estado garante um serviço mais humano, eficiente e igualitário. Além disso, o conhecimento básico de Libras por profissionais de áreas essenciais fortalece a inclusão e demonstra respeito à diversidade linguística do país.
Logo, a falta de profissionais capacitados em Libras representa uma barreira concreta ao exercício da cidadania. Promover a formação de servidores e ampliar a oferta de cursos gratuitos de Libras são medidas indispensáveis para que o acesso aos serviços públicos deixe de ser um privilégio e se torne, finalmente, um direito garantido a todos.




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