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Agricultura orgânica: Entenda como a educação ambiental atua na busca por alternativas mais conscientes

  • Lorena Almeida
  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 24 de jun.

Imagem gerada por IA*
Imagem gerada por IA*

O Brasil vive um dos momentos mais delicados em relação ao uso de agrotóxicos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país — que é o que mais consome o produto — registrou em 2025, 9.729 casos de intoxicação por agrotóxico, uma média de 27 pessoas por dia. O número representa alta de 84% em comparação a 2015. Diante do cenário, a agricultura orgânica surge como alternativa para driblar seus efeitos, e a educação ambiental é fundamental nesse processo.


Agrotóxicos são produtos químicos sintéticos amplamente utilizados no agronegócio com a finalidade de combater pragas, eliminar possíveis doenças e de favorecer o crescimento e desenvolvimento da vegetação. Pesticidas, fungicidas e herbicidas, são alguns exemplos.


Seu uso em larga escala, porém, pode levar a uma série de prejuízos para a saúde humana, além de contribuir para a contaminação e poluição do solo, da água e do ar.


Pensando nisso, projetos de educação ambiental propõem alternativas mais saudáveis e conscientes na hora do plantio, como acontece no Colégio Estadual João Coelho da Silva, em São João da Barra (RJ), onde alunos do ensino médio cultivam alimentos orgânicos dentro do próprio ambiente escolar. 


A professora de Química e Biologia, Venessa Mendonça, conta como nasceu a ideia. 


“O projeto surge na intenção de levar um alimento mais saudável e natural para a alimentação dos alunos, levando o pensamento da importância de se produzir orgânico e mostrando que é possível”


A iniciativa é parte das atividades propostas no Itinerário Formativo de Pesquisa, Inovação e Tecnologia, presente na grade escolar.


A Horta, 100% orgânica — isto é, livre de agrotóxicos — produz alface, couve, pimentão, tomate, além de temperos.


A professora conta que são usados inseticidas naturais “que atuam como repelentes”. 

Cascas de ovos combatem lagartas e um preparo de vinagre, detergente e óleo é feito para repelir alguns insetos.


Além de proporcionar uma alimentação menos nociva à saúde e menos degradante ao meio ambiente, Vanessa conta como o projeto tem auxiliado os alunos a desenvolverem senso crítico e responsabilidade. 


“Durante as atividades, percebo que alguns alunos interagem mais, refletindo sobre os malefícios dos agrotóxicos principalmente na pequena produção, ficando com um olhar mais crítico. Mudanças na interação, responsabilidade de cuidado com a horta, já que não é apenas plantar e sim um cuidado diário além de preservar o meio onde estamos”, diz.


“Pensar educação ambiental é cuidar do meio em que vivemos e plantar em cada aluno a consciência e a prática de um ambiente mais justo e melhor, com atitudes simples, mas principalmente com exemplo. Não é fácil aplicar a educação ambiental, plantar, cuidar de maneira orgânica, mas é possível! E nessa possibilidade a gente cria e constrói um ambiente muito melhor”, finaliza. 



 
 
 

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