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O que faz Quinze Dias serem tão importantes?

  • Mariana Vital
  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura

Com um protagonista gay fora dos padrões, a adaptação do best-seller de Vitor Martins aposta em criar um romance de verão queer para contar um típico clichê no cinema.



Em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, o filme Quinze Dias, adaptação do best-seller de Vitor Martins, chega aos cinemas brasileiros nessa quinta-feira (18/06). O longa evidencia principalmente a importância da representatividade LGBTQIA+ e amplia o alcance de obras dentro da literatura jovem brasileira. 


Nesse romance, conta a história de Felipe, um adolescente gay que vê suas férias de julho mudarem completamente quando seu antigo crush, Caio, passa duas semanas hospedado em sua casa. Mais do que uma história de amor adolescente, Quinze Dias se destaca por abordar temas como autoestima, bullying, gordofobia e pertencimento a partir da perspectiva de um protagonista gay


 Em um cenário no qual personagens LGBTQIA+ ainda enfrentam desafios de representação no audiovisual, o filme contribui para ampliar a diversidade de narrativas nas telas e oferece ao público a oportunidade de se reconhecer em histórias que refletem diferentes vivências. Paralelamente, a produção também reforça a valorização do cinema nacional ao ampliar o tempo de tela dedicado a obras brasileiras e narrativas queer no mundo audiovisual.


Nesse sentido, Quinze Dias vai muito além de vivências de um casal de jovens em cena. Ao colocar no centro da narrativa um protagonista gay que também enfrenta questões comuns a qualquer adolescente, o filme humaniza as experiências dessas pessoas e expõe que essas histórias também são atravessadas por sentimentos universais, não apenas tendo que haver ficção. Assim, ajudando a ampliar as possibilidades de identificação para diferentes públicos e rompe padrões frequentemente reproduzidos pelo audiovisual.



“Mesmo falando como uma mulher lésbica, me sinto representada ao ver nossa comunidade ganhando cada vez mais espaço. Ver um romance queer brasileiro abordar assuntos tão cotidianos, me faz acreditar ainda mais na nossa representatividade.” – Anna Carolina, amante de cinema.



Além disso, a obra demonstra que histórias LGBTQIA+ podem abordar temas universais, como amor, amizade, comédia, inseguranças e amadurecimento, sem que a sexualidade dos personagens seja o único elemento definidor de suas trajetórias. A obra reforça a importância de investir em narrativas nacionais que dialogam com a realidade de jovens brasileiros, transportando para um romance clichê que certamente seria protagonizado por um casal heteroafetivo



         Dessa forma, o longa contribui para fortalecer o mercado audiovisual do país e incentiva também a produção de histórias cada vez mais diversas. Em um momento de celebração do Orgulho LGBTQIA+, a chegada de Quinze Dias aos cinemas representa mais do que um marco para os fãs da obra de Vitor Martins, representa um avanço para a representatividade no cinema brasileiro.

E afinal,

o que

faz Quinze Dias

serem tão importantes? 







 
 
 

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