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O medo do cancelamento superando o lucro das empresas: Por que as grandes marcas estão abandonando a parada LGBT?

  • Evelyn Curty
  • 24 de jun.
  • 2 min de leitura

Por: Evelyn Curty



Com a queda de 60% na arrecadação e fuga de colaboradores, a 30º LGBT de São Paulo enfrenta uma grande fragilidade de apoio corporativo.



A parada LGBT de São Paulo é o maior evento do orgulho do país, a 30º edição do evento ocorreu neste domingo (07) na Avenida Paulista, e é aberto para todos os públicos. Além da perda de 60% da receita,o evento sofreu a redução de 19 para 13 trios elétricos.

Marcas como Burguer King, Marcado Livre, Sephora entre outras grandes marcas que já haviam apoiado o evento, retiraram seu apoio este ano. Esse afastamento repetindo

marcas levantam uma grande curiosidade e coincidência por estarmos em ano de política.


Reação conservadora ao progressismo corporativo

Esse afastamento pode ser explicado por dois fenômeno, o primeiro: “anti woke” woke: (originalmente um termo para estar atento a injustiças sociais) foi apropriado e transformado em um pejorativo por grupos conservadores para criticar empresas que adotam pautas de diversidade, equidade e inclusão (DEI).


E segundo, o posicionamento político por omissão. Em momentos de eleição, marcas tendem a adotar uma “neutralidade” que, na prática deixam claro que o apoio de muitas empresas durante os últimos tempos não era pautado por valores, mas por conveniência de marketing.

Quando isso ocorre, as marcas reforçam o discurso de que os direitos da comunidade LGBT são uma “posição política” ou “ideológica” e não uma questão de direitos humanos.


As empresas entendem o poder de utilizar do Pink money, mas hoje, o custo de imagem em apoiar a Parada é bem mais alto. Quando o custo político sobe, as empresas passam a tratar a comunidade LGBT como um “público sazonal” e não uma parceria a longo prazo.


O Debate sobre o espaço público

Durante a organização do evento, foi discutida a proibição de crianças e adolescentes, e a mudança de local da Parada na Avenida Paulista com o intuito de invisibilização, reduzindo assim o impacto social e político. Mesmo ao perder suporte das empresas, a Parada volta às suas raízes, como um movimento político de resistência e não evento voltado a patrocínios e logotipos coloridos, continuando sendo um dos maiores eventos do orgulho no país.

 
 
 

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