O trono da Inglaterra é vermelho: Arsenal quebra jejum de 22 anos e mira a Europa
- goitacainforma
- 23 de jun.
- 3 min de leitura
Feito por: Pedro Sá Champion de Souza
Após encerrar o tabu que vinha desde os Invincibles de 2004, o time de Mikel Arteta busca o Double inédito contra o PSG na final da Champions League.

O jejum mais incômodo do futebol inglês chegou ao fim. Vinte e dois anos depois da lendária campanha invicta da temporada 2003/04, o norte de Londres finalmente pode gritar que a Inglaterra tem um novo dono. O Arsenal é campeão da Premier League em 2026. A confirmação do título veio para coroar um trabalho de longo prazo liderado por Mikel Arteta, que conseguiu desbancar a hegemonia do Manchester City e devolver os Gunners ao topo do futebol britânico.
No entanto, as celebrações nas ruas ao redor do Emirates Stadium precisavam ser mais comedidas não havia tempo para ressaca de títulos. Menos de uma semana após erguer a taça nacional, o elenco já desembarcou em Budapeste, na Hungria. O próximo alvo é a Puskás Aréna, onde o clube busca a maior glória de sua história: a conquista inédita da UEFA Champions League.
O Fim do Fantasma de 2004
Para a torcida dos Gunners, o título de 2026 representa o fim de uma longa caminhada no deserto. Desde que Patrick Vieira ergueu o troféu dourado em 2004, o Arsenal viveu o fim da era Arsène Wenger, a transição dolorosa de estádio de Highbury para o Emirates e anos de piadas sobre a perda de protagonismo na Inglaterra.
Vencer a liga em 2026 não foi apenas superar a concorrência atual, mas também superar esse fantasma do passado. Esta geração conseguiu se desvencilhar da sombra esmagadora dos Invincibles, provando que o clube aprendeu a vencer novamente na era moderna do futebol. O peso de 22 anos de expectativa foi, finalmente tirado das costas

O Acerto de Contas com 2006
Se na Inglaterra o fantasma foi exorcizado, o continente europeu guarda a ferida mais profunda da história do clube. Há exatos vinte anos, em Paris, o Arsenal de Thierry Henry e o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho duelavam na final da Champions League de 2006. Aquela expulsão precoce de Jens Lehmann e a virada sofrida nos minutos finais tornaram-se o maior "e se?" da história dos Gunners.
Duas décadas depois daquela noite chuvosa no Stade de France, o futebol oferece ao Arsenal a chance do acerto de contas com o seu destino. Conquistar a Europa no mesmo ano em que reconquistou a Inglaterra colocaria este elenco em um patamar de idolatria inédito, superando até mesmo os feitos das décadas de 90 e 2000
O Obstáculo Final: O Novo Peso Pesado da Europa
Para alcançar a imortalidade, contudo, o Arsenal terá que duelar contra o Paris Saint-Germain. O confronto em Budapeste carrega uma mística pesada: o PSG chega à decisão ostentando a casca de atual campeão europeu, tendo consolidado nos últimos anos o projeto que o Arsenal tentou estruturar por tanto tempo.

Enquanto os franceses jogam para manter sua dinastia no topo do continente, os ingleses jogam movidos pela vontade de quem passou tempo demais esperando sua vez.
No próximo sábado (30), na Hungria, os comandados de Arteta entram em campo não apenas contra 11 jogadores, mas contra a própria história. O trono da Inglaterra já foi recuperado e está pintado de vermelho. Resta saber se, após vinte anos de espera, a Europa também se curvará ao norte de Londres.




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