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Transporte público afeta rotina de estudantes e trabalhadores em Campos dosGoytacazes

  • Giovanna Toledo Raasch
  • 23 de jun.
  • 2 min de leitura




O transporte público é parte essencial da rotina de milhares de moradores de Campos dos

Goytacazes. Para estudantes e trabalhadores, atrasos, lotação e a redução de linhas

acabam impactando diretamente compromissos acadêmicos e profissionais. A dificuldade

de deslocamento, especialmente para quem mora em regiões mais afastadas do centro da

cidade, é uma reclamação recorrente entre os usuários do sistema.


Nos horários de pico, pontos de ônibus e terminais urbanos registram grande movimentação de passageiros. Em muitos casos, os usuários enfrentam longos períodos de espera e

veículos lotados, o que compromete a qualidade do trajeto e gera insegurança quanto ao

cumprimento dos horários.


A estudante do Instituto Federal Fluminense (IFF), Luiza Modesto, utiliza o ônibus diariamente para chegar às aulas e relata dificuldades frequentes no transporte. Segundo ela, os atrasos são um dos principais problemas enfrentados no trajeto.

“Tem dias em que o ônibus demora muito para passar e acaba chegando lotado. Quando isso acontece, muitas vezes preciso esperar outro veículo”, afirma.

Luiza também conta que os horários do transporte já prejudicaram sua rotina acadêmica.


“Já perdi o começo de aulas e atividades importantes porque o ônibus atrasou ou simplesmente não passou no horário previsto”, relata.

Para a estudante, a quantidade reduzida de veículos em determinados horários piora ainda mais a situação.


A trabalhadora Giovana Velasco, moradora da Baixada Campista e usuária diária do

sistema para deslocamento até o trabalho, afirma que o transporte nem sempre atende

adequadamente às necessidades da população.

“Em geral, para pessoas que moram longe como eu, só existem duas opções: ou você chega muito adiantado ou alguns minutos atrasado”, conta.

Ela relata ainda problemas relacionados às vans que atendem determinadas regiões dacidade.

“Quando as vans quebram é pior ainda, porque não tem nenhum aviso prévio ou algum outro motorista que cubra o horário daquele que não vai fazer a rota”, explica.

Apesar de dizer que seu ambiente de trabalho é compreensivo em relação aos atrasos,

Giovana destaca o desconforto das viagens em horários de maior movimento.

“Não posso dizer que é confortável pegar uma condução abarrotada de pessoas para chegar até o trabalho”, afirma.

Para ela, uma das principais necessidades é a ampliação do acesso ao transporte para

moradores da Baixada Campista.

“Acho que sempre será a minha maior reivindicação. Somos obrigados a enfrentar vans lotadas e em más condições para conseguir cumprir com nossos compromissos”, diz.

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e o Instituto Municipal de Trânsito e

Transporte (IMTT) informaram que o município realiza fiscalização periódica nas linhas

urbanas e que estudos vêm sendo feitos para ajustar horários e melhorar a oferta de

veículos em regiões de maior demanda.


De acordo com o órgão, reclamações sobre atrasos e superlotação podem ser registradas

pelos usuários junto aos canais oficiais da prefeitura. A secretaria também afirmou que há

projetos em análise para ampliar o atendimento em áreas mais afastadas do centro da

cidade, buscando reduzir os impactos na rotina da população.


A realidade enfrentada por estudantes e trabalhadores mostra que o transporte público

ainda apresenta desafios importantes em Campos dos Goytacazes. Para quem depende

diariamente do sistema, melhorias na frequência, na quantidade de veículos e nas

condições das viagens são consideradas fundamentais para garantir mais qualidade de vida e mobilidade urbana.

 
 
 

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